16 de jun. de 2011

FUTEBOL AMERICANO E A THE HOUSE


Vamos refletir juntos sobre o que é o esporte. Com ele muitos riem, choram, vibram, gritam e comemoram, mas o esporte é muito mais do que isso, além de uma forma de se obter uma vida saudável e superando seus benefícios físicos e fisiológicos, ele nos proporciona sentimentos muitas vezes além de nossa compreensão.
Sendo nós praticantes ou mero espectadores, acabamos nos envolvendo além dos limites comuns. Acredito que praticar esportes ou até mesmo torcer supre uma necessidade milenar do ser humano: competir.
Parece estar em nosso DNA a necessidade de “lutar” por algo e vencer, pois antigamente (ou nem tanto) guerras territoriais e religiosas predominavam o planeta, mas no esporte os “campos de batalha” são outros, e estão espalhados desde os lugares mais sofisticados aos mais simples e as armas de fogo foram substituídas por pequenas bolas, bem menos destrutivas e muito mais didáticas.
De uma simples caminhada a conquista de um campeonato; acompanhar o time do coração diariamente ou apenas torcer para o país em competições internacionais; o esporte envolve as pessoas de maneiras e intensidades diferentes, e mostra que com ele pode-se aprender grandes lições, superar traumas e viver intensamente.
Existem os esportes que já possuem os holofotes das grandes mídias brasileiras voltadas a eles, desta forma vamos abrir uma reflexão sobre os esportes que movimentam milhares de pessoas em todos os cantos de nosso país, e que dependem do mesmo apoio, e que merecem o mesmo destaque. Em especial quero falar sobre o Futebol Americano no Brasil, aliás o “americano” do nome se refere simplesmente  às origens do esporte, e não à exclusividade de sua prática.
Segundo dados do Ibope Net/Ratings divulgados no início de 2008, em pesquisa encomendada pela revista Máquina do Esporte, o esporte da bola oval foi o que teve maior crescimento em exposição na mídia entre os anos de 2006 e 2007, saltando mais de 15 posições num ranking que inclui mais de 30 modalidades, e ele vem crescendo cada vez mais. Empresas especializadas já estão se instalando em nosso território e as importações de equipamentos são cada vez mais comuns.
Em breve será normal vermos nos campos de nossas cidades a bola oval sendo arremessada, pois também cresce bastante o apoio das Prefeituras e Empresas Privadas que, além do trabalho social envolvido, buscam atingir esse público direcionado e fiel, pois o Futebol Americano além de exigir muita disciplina e estudo, permite que pessoas com qualquer biótipo o pratique.
O objetivo do jogo se resume a avançar pelo campo do adversário, correndo com a bola ou a recebendo através de um passe, para pontuar através do esperado “touchdown”, que nada mais é do que estar com a bola dentro da linha de gol (“endzone”). Para isso cada equipe possui quatro tentativas para avançar aproximadamente 10 metros, atingido este primeiro objetivo, o time ganha mais quatro chances e assim por diante até chegar ao final do campo. Caso o time não consiga avançar os dez metros nas quatros tentativas que possui devolve a bola ao adversário. Ao efetivar o “touchdown” a equipe tem a chance de um ponto extra, que significa chutar a bola dentro do conhecido “Y”.
Os times de Futebol Americano exigem um plantel grande, pois são vários times em um só: existe o time de ataque, incumbido de pontuar;  o time de defesa, que possui a tarefa de evitar pontos; além dos times especiais que possuem funções específicas dentro do jogo. Em todos estes “times”, é necessário ter várias opções de atletas para as diversas jogadas disponíveis.
Ainda temos que desmistificar o esporte no Brasil, que ainda é associado as jogadas brutas e contusões. As chances de contusões são as mesmas ou até menores que a de nosso tradicional futebol, pois ambos são esportes de contato e estão sujeitos a acidentes.
No Futebol Americano chamado “fullpad”, com todos os equipamentos de proteção, os estudos e as altas tecnologias em segurança propiciam uma grande proteção ao atleta; mas a prática se torna cara. Para isso existe a opção “Flag Football”, também praticada nos EUA e muito comum no Brasil (em que a aquisição de equipamentos é mais complexa), em que as regras e as estratégias são as mesmas, mas o contato é reduzido, preservando assim a integridade física dos praticantes e permitindo a prática de uma maior número de pessoas.
A The House – Inglês por Mnemotecnia de Piracicaba tem o prazer de apoiar e incentivar este esporte, oferecendo recursos ao ‘Piracicaba Cane Cutters’, que existe desde 2008 e conta atualmente com mais de 40 atletas para a disputa em 2011 do Campeonato Paulista de “Flag Football” pela Associação Pró-Futebol Americano (APFA). Com esta iniciativa,  nós da The House queremos estimular a prática do Futebol Americano e difundir o esporte para a cidade e a região, tornando-o assim mais conhecido e estendendo sua prática a um maior número de pessoas. Além disso, para nós é gratificante ter a marca de nossa escola associada a um esporte que exige estudo e dedicação disciplinar, exatamente como é aprender um segundo idioma, e assim ajudar a formar não apenas esportistas, mas cidadãos vencedores.
Aproveitamos para parabenizar a todos os atletas que se dedicam semanalmente ao Cane Cutters e representam muito bem o esporte em nosso país e em nossa cidade.
Visite o site do 'Cane Cutters', conheça mais o time e apóie você também: http://www.canecutters.com.br/
Evandro Santello Tedesco

Um comentário:

Anônimo disse...

Texto muito bem conduzido, pois consegue ser ao mesmo tempo pedagógico e simples, pois não faz uso excessivo de termos técnicos complexos para fins de explanação. Parabéns! Boa sorte a todos os atletas dos Cutters durante todo o certame estadual neste ano de 2.011.